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Reciclagem ajuda a preservar o meio ambiente e gera empregos na Paraíba

Sacolas e garrafas plásticas podem deixar de ser lixo e passarem a ser geradoras de renda. Na Paraíba, a reciclagem, além de ajudar a preservar o meio ambiente, tem garantido o emprego de muitos moradores.

Durante esta semana, o JPB 2ª Edição exibe uma série de reportagens especiais sobre saneamento básico nos municípios da Paraíba. Nesta quinta-feira (18), dia em que é veiculada a quarta e última reportagem da série, o destaque é para a reciclagem.

Fábrica recicla sacolas plásticas em Guarabira, no Agreste da Paraíba (Foto: Wellington Campos/TV Cabo Branco)

Fábrica recicla sacolas plásticas em Guarabira, no Agreste (Foto: Wellington Campos/TV Cabo Branco).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por mês, 350 toneladas de sacos plásticos usados são compradas de catadores autônomos, cooperativas e empresas por uma fábrica de Guarabira, no Agreste do estado. O material é lavado, triturado e derretido. Depois, 120 toneladas voltam ao comércio prontos para o reuso.

“Se a gente fosse trabalhar só com material virgem, seria o dobro de poluição. Então a gente tirou 350 do mercado de plástico e voltou novamente pro mercado. Evitando que a poluição aumente”, relatou o sócio-gerente da fábrica, Carlos Magno.

Dos 70 funcionários, 60 são do bairro onde a fábrica está instalada, um dos mais carentes de Guarabira. Muitos são ex-catadores e outros, a exemplo de Danilo Félix, encontraram nela sua primeira oportunidade de trabalho, aos 18 anos.

“Hoje a gente pode dizer que uma sacola é dinheiro. A gente sobrevive da sacola, é daqui que sai o nosso salário. Então não tem condições de a gente pegar e jogar uma sacola. Às vezes até em casa, quando a gente tem uma sacola, a gente recicla ela, guarda ela, pra trazer pra empresa. Porque vai passar pelo mesmo processo aqui dentro pra chegar até a sacoleira, onde transporta. Já sai tudo pronto ”, disse Danilo, que trabalha como operador de máquinas.

Em Sousa, no Sertão, há 10 anos, uma empresa transforma garrafas de plástico em canos. São 50 toneladas produzidas por mês. O produto final é usado exclusivamente para esgoto. “Era uma ideia muito real, muito boa, pra a gente utilizar aquele material que não era utilizado, era exposto aos lixões”, lembrou o empresário Marcelo Abrantes Furtado.

Além da produção dos canos, outra parte do plástico é triturada e vendida para uma fábrica de tecidos. O rótulo e as tampinhas também são revendidas para outas indústrias. Tudo é aproveitado. A fábrica emprega diretamente 40 pessoas. Outras dezenas são fornecedoras da matéria-prima, que garantem a renda procurando garrafas nas ruas.

Iniciativas individuais, de transformação lenta, exigem mais esforço. Em Queimadas, no Agreste, um artista plástico faz pessoas enxergarem o que a maioria não vê: criatividade, mudança de consciência e geração de renda. O reciclador e artista plástico Guilherme Torres dá cursos para jovens e idosos de programas sociais da prefeitura.

“Tem aquilo, os três Rs: reaproveitar, reutilizar e reciclar. Eu acho que existe mais um, o ressignificar. Às vezes você pode pegar um material que normalmente as pessoas veem como uma coisa e transformar em arte, transformar em utensílio. Então eu acho que você ressignificar alguma coisa”, afirmou o artista.

 

Fonte: G1

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